Saudades dos títulos da MPM.
Obs.: As setas no canto inferior da imagem não faz parte do anúncio. Infelizmente só encontrei assim.
Para meu caro colega criativo recém-chegado ao mundo da propaganda ou para aquele que tá chegando.
Existe um atalho muito interessante para facilitar a vida de quem tem que criar e aprovar uma campanha.
O atalho nada mais é que uma resposta a uma pergunta muito simples.
A pergunta é: “o que é preciso dizer?”
A respostas é o trabalho que você tem que apresentar e aprovar.
“O que é preciso dizer?” cole nessa pergunta durante a vida toda. E deixe essa pergunta colar em você, a vida toda.
Eu cheguei a colar essa pergunta literalmente na tela do meu computador. Pegava os jobs, estraía a tal respostas, imprimia, recortava e colava no canto da tela.
A cada título ou roteiro que escrevia, lia “o que é preciso dizer”.
Se o trabalho estivesse alinhado com aquilo, o trabalho era apresentável ao meu chefe.
Se não, não.
Fiz isso durante anos.
Quer dizer, faço isso há décadas, desde que ouvi atentamente a dica de um dos meu primeiros grandes diretores de criação, o Tião Teixeira, ainda na década de 90, quando trabalhávamos para a Prefeitura de São Paulo.
Tião, com seu pragmatismo encantador, me dizia: “Chester, isso aqui parece criativo mas é um lixo. Simplesmente porque não diz o que é preciso dizer. O dia que você entender o que é preciso dizer, você será um publicitário. Até lá, apenas um garoto impertinente. Só isso”.
Evidentemente, eu era um garoto impertinente na época em que ouvia isso.
Saia com o ouvido duro, claro, mas aos poucos Tião Teixeira ia chegando onde queria: fazer sua equipe de garotos entender que o importante era dizer o que era preciso ser dito nos trabalhos.
Ok.
Todos nós recebemos briefings todos os dias.
Se nnao estiver claro ali o que “é preciso dizer”, devolva. Debata. Discuta. Chame o atendimento, o planejamento, o garçom da agência, faça os diabos. Mas não comece um job sem entender claramente e de maneira pactuada com os outros departamentos envolvidos na campanha “o que é preciso dizer”.
Arranque a tal frase que você deve colar no canto da sua tela.
Isso vai facilitar muito sua vida.
Na hora de criar, na hora de apresentar o trabalho, seja para seus chefes, seja para o seu cliente. “O que é preciso dizer”.
Quem já trabalhou comigo sabe que antes mesmo da galera me mostrar trabalhos eu abro a conversa pedindo que a equipe me explique “o que é preciso dizer”.
Várias vezes alguns de meus jovens colegas criativos engasgavam logo na saída.
Ou seja, não conseguiam sequer explicar o que tinham que dizer naquele trabalho.
Então eu nem via o trabalho.
Pedia que o time voltasse para a mesa, debatesse um pouco mais sobre o que era preciso dizer e depois sim voltasse com suas sugestões.
Isso rendeu muita cara feia.
Mas eu não me importava. Porque o importante era “o que era preciso dizer”. Faça o teste no seu próprio trabalho.
Deixe uma frasezinha embaixo do seu teclado.
A cada título, ideia ou roteiro, volte nela e dê uma lida.
Aos poucos isso vai entrando pro seu modo automático e sua vida fica mais imples, porque os jobs começa a sair com mais fluidez.
“O que é preciso dizer” também ajuda muito na hora de apresentar uma campanha no cliente.
Várias vezes também usei o seguinte método: pedia ao atendimento que imprimisse bem grande os principais pontos do briefing. Bem grande mesmo. O suficiente pra que esta folha ficasse em pé num cavalete.
Abria a reunião relembrando os pontos do briefing. Mas fazia questão de deixar o cavalete lá, exposto, durante toda a apresentação.
E pedia aos clientes: por favor, a cada ideia que contar aqui contestem com o que vocês lêem aqui nesse cavalete. Porque se a ideia não for coerente com isso aqui, independente de ser boa ou não, a ideia não serve.
Isso funciona muito.
Pode testar que funciona.
Por hoje, era isso que eu precisava dizer.
Ricardo Chester
Texto publicado por Ricardo Chester em seu perfil no LinkedIn. O PutaSacada precisou transcrever o texto para conseguir publicar no blog, por isso, se houver algum erro de digitação, pedimos desculpas.
Autor: João Vicente Cegato
Autor: João Renha
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Autor: Newton Cesar
Mais um para a categoria de anúncios institucionais de agências.
Vale o post pelo título e pelo copy.
Antes de mais nada, vamos pôr as cartas na mesa: nossas campanhas não receberam nenhum prêmio de propaganda. Nem dos colunistas, nem das revistas, nem mesmo de um desses clubes que gostam de premiar publicitários. Nossos anúncios não pegaram uma simples medalha de honra ao mérito.
Nessa altura, você nos perguntará: então por que essa agência não fecha? E nós lhe respondemos: elementar, meu caro cliente. Porque nós acabamos de abrí-la.
A Ad/Ag passou a existir no começo deste ano.
Nesse período tão curto já conquistamos uma porção de clientes, e fizemos uma porção de anúncios. Só que não deu tempo de inscrevê-los nos concursos de propaganda.
Mas, é bom que você saiba, nós estamos fazendo o máximo para apresentar um trabalho de agência grande.
Porque queremos ser uma grande agência o quanto antes.
E porque queremos que nossos clientes, presentes e futuros, também cresçam ainda mais conosco. E ganhem muitos prêmios.
Agora você, que já é cliente há tanto tempo, bem que podia aproveitar enquanto seus concorrentes comemora e vir conversar com a gente aqui na Ad/Ag.
Ou sua agência apresentou uma desculpa tão boa por não ter ganho nenhum prêmio pra você?
AD/AG
Diretor de criação: Ulisses Tavares