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Frases de Bill Bernbach

“Uma grande campanha fará um produto ruim falhar mais rápido. Ela fará mais pessoas saberem que o produto é ruim”.

“Há poucas coisas tão destrutivas quanto uma ideia incorreta expressa de maneira persuasiva”. 

“A publicidade não cria uma vantagem de produto. Ela apenas a expressa”.

“O boca a boca é a melhor mídia de todas”.

“Posso colocar em uma página a foto de um homem chorando, e será apenas a foto de um homem chorando. Ou então, posso colocá-lo de uma maneria que o fará querer chorar. A diferença é a vocação artística intangível da qual o mercado desconfia”.

“O propósito da publicidade é vender. É por isso que o cliente paga, e se esse objetivo não permear cada ideia que você tem, cada palavra que você escreve e cada foto que você tira, então você é uma farsa e precisa sair desse mercado”.

“Eu alertei você sobre a crença de que a publicidade é uma ciência”.

“Nosso trabalho é vender o produto dos nossos clientes. E não a nós mesmos. Nosso trabalho é matar o talento que nos faz brilhar mais mais do que o produto. Nosso trabalho é simplificar para dilacerar o que não tem a ver, extirpar as ervas daninhas que estão asfixiando a mensagem do produto”.

“Nosso trabalho é dar vida a fatos mortos”.

“Adapte suas técnicas a uma ideia, e não sua ideia a suas técnicas”.

“A criatividade é uma forma de arte esotérica e obscura? Não na sua vida. Ela é a coisa mais prática que um homem de negócios pode usar”.

“Não há quase nada que não tenha a capacidade de nos chatear”.

“Uma ideia pode se tornar trevas ou mágica dependendo do talento que se enfrenta com ela”.

“Os grandes erros são cometidos quando sentimos que estamos fora de qualquer questionamento”.

“Os gigantes de verdade sempre foram poetas, homens que saltaram dos fatos para o reino da imaginação e das ideias”.


As frases abaixo já foram publicadas em um post anterior.

“Regra é aquilo que o artista quebra; o memorável nunca vem de uma fórmula”

“A mágica está no produto”

“Ninguém conta a qualidade de comerciais seus que vão ao ar. Eles lembram-se apenas da impressão que você deixa”.

“Corretamente usada, a criatividade faz um anúncio realizar o trabalho de dez.”

“Esqueça os termos “hard sell” e “soft sell”. Eles só vão confundir você. Tenha certeza que a sua propaganda está dizendo algo com contedúdo, algo que realmente irá informar e servir o consumidor, e tenha certeza que você está falando algo que nunca foi falado antes”

“Propaganda não cria uma vantagem para o produto. Ela pode apenas convencer o consumidor desta vantagem.”

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Top 10 redatores de 2025 segundo o Cannes Lions

Após cada edição, Cannes publica um report com diversos conteúdos e análises. Estes são os top 10 redatores de 2025, segundo a pontuação do festival.

Com direito a dois brasileiros na lista.

Nomes e links. 👇🏼

  1. John FiebkePortfólioLinkedIn
  2. Nihal AtawanePortfólioLinkedIn
  3. Javier GranadosPortfólioLinkedIn / Shruthi SubramanianPortfólioLinkedIn
  4. Arnaud Cherbonnier – Portfólio – LinkedIn / Francesca VitelloPortfólioLinkedIn
  5. Christina WilsonPortfólioLinkedIn / Joseph LimPortfólioLinkedIn
  6. Freya Dholakia – Portfólio – LinkedIn
  7. Melanie Hauck – Portfólio – LinkedIn
  8. Anja MüllerPortfólioLinkedIn
  9. Matheus Sanches 🇧🇷 – PortfólioLinkedIn
  10. Gonzaga Neto 🇧🇷 – PortfólioLinkedIn
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O pecado mortal dos anúncios alltype

Encontrei esta publicação em um blog que o Alex Periscinoto manteve ativo na Globo, em meados de 2010. Eu estava a procura de outro conteúdo, mas este chamou a atenção. Resolvi publicar o texto do Alex na integra por aqui. Boa leitura.

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Se existisse na publicidade o cemitério de ideias mortas, a lápide que mais se veria seria esta: “Aqui jaz um anúncio alltype”. Isso porque um anúncio que aposta tudo no título e texto, colocando o visual como simples coadjuvante – geralmente um simples logotipo ou uma foto básica do produto, não se aguenta em pé se não estiver fincado numa p. sacada do redator. A falta de uma frase matadora e uma argumentação brilhante que consiga o milagre de fazer o consumidor ler o anúncio, ou até mais, que consiga irritar todos demais redatores que não tiveram aquele momento de brilho, sem isso, o anúncio é só um amontoado de letrinhas. Não impacta, não mexe com o emocional do leitor. É a materialização do nada.

Redator estilo Nossa Senhora de Fátima.

Pra agência se aventurar nesse terreno escorregadio do anúncio all type, ela tem que ter no time criativo pelo menos um, unzinho, redator absolutamente out standing, um atirador de elite. Se for um redator estilo Nossa-Senhora-de-Fátima – cujo texto brilhante só foi visto uma vez e por apenas três pessoas, esse não é o cara. O sujeito tem que ser bão, mesmo. Tem que ser aquela peça rara com sólida cultura e leituras além dos anuários. Eu tive no meu time de redatores da Almap (onde nos anos 60 dei um looping no formato da criação publicitária brasileira trazendo pra cá o método da lendária DDB de Nova Iorque com as duplas interagindo e cujo ícone da redação, Bill Bernbach, se tornou meu amigo pessoal), como dizia, eu tive o privilégio de poder contar com esse tipo de redator que torcia pra ser o solista fazendo do espaço do anúncio uma vitrine pro seu talento. Mas, na contra-mão disso, também tive os que suavam frio, bebiam antiácido direto da garrafinha e rezavam pro diretor-de-arte salvar a pátria com uma sacada visual tão soberba que ninguém perceberia o título e texto chinfrins.

Köszõnõm szépen.

Estou esguichando essa conversa toda sobre esse tipo de peça provocado pelo anúncio húngaro aí de cima. É o velho, clássico, gasto e sambado all type com o  pecado mortal que mencionei no título do post. Ou seja, sem a pegada poderosa de um redator excepcional. O título-texto é banal, com um jogo de palavras que já foi uma moda pobrinha por aqui nos anos 80 onde o redator brincava colocando palavras de sentidos opostos na mesma frase, tal e qual fizeram os copywriters húngaros (“a pequena diferença faz a grande diferença”). Apesar de tudo, eu daria um crédito aos rapazes lembrando que a publicidade na Hungria ainda é um bebê recém-nascido, pois até outro dia a economia do país era prisioneira das botinas de ferro da falida União Soviética mediocrizada pela estatização. Ou seja, um anti-cenário pra competitividade de mercado que gera o oxigênio que dá vida à publicidade permitindo que ela cresça, apareça, se profissionalize e semeie talentos. Os criativos húngaros levam jeito. Com certeza eles vão aprender rapidinho e vou torcer pros seus redatores passarem longe do cacoete bobão de se inventar palavras tais como “imbatível”, “imperdível”, etc. Que, aliás, se já são  “indigeríveis” em português, imagine em húngaro com suas 14 vogais, 27 consoantes e onde “obrigado” escreve-se köszõnõm szépen.

Crédito dos anúncios:
Agência: Grey/G2, Budapest, Hungary
Diretor de Criação: Gábor Spielmann
Diretor de Arte: István Bene
Redator: Dániel Barabás, Gábor Spielmann

   

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Participe da quarta edição do Buu! Awards

A competição criativa conta com desafios de Deco Artilheiro (GUT) e Pedro Ximenes (DM9) 

O Buu! Awards voltou! Essa é a quarta edição da competição que conecta publicitários experientes no mercado com quem está começando sua carreira. Desta vez, os participantes podem fazer trabalhos para a Brastemp e Netflix e, além de ter boas ideias para seus portfólios, ainda serão avaliados pelos criativos Deco Artilheiro (GUT) e Pedro Ximenes (DM9), que escolherão os 5 melhores de cada briefing para um papo exclusivo. 

Deco é redator senior na GUT SP, e já atendeu marcas como Skol, Mercado Pago, Fox e Riot Games. Em sua trajetória, foi reconhecido em festivais como Cannes Lions, One Show, Clio, CCSP, El Ojo, além de ter sido Young Lion na Argentina e ser professor na Miami Ad School. Seu briefing é de Netflix, e procura boas ideias para destacar os clássicos do catálogo da marca, atraindo novos usuários utilizando esse acervo de obras icônicas. 

Pedro é ACD na DM9, e já trabalhou para grandes marcas, como Brastemp, Consul, Rexona, LAY’S, Baygon e Accor, sendo reconhecido em premiações como Cannes Lions, Clio, El Ojo, Clube de Criação e Profissionais do Ano da rede Globo. Em seu briefing, ele traz como desafio criar uma ativação criativa para vender o Frigobar Brastemp Retrô, um ícone do design inspirado nos eletrodomésticos dos anos 50. 

O Buu! aceita ideias até o dia 21 de abril. Logo depois, os jurados vão avaliar os trabalhos e selecionar os melhores de cada briefing para o seu bate papo. Em sua quarta edição, o Buu! Awards já disponibilizou 5 briefings, com 35 ideias selecionadas e mais de 120 ideias de publicitários de todo o Brasil. 

O Buu! Awards 

Surgido em 2023, o Buu! Awards convida publicitários experientes para divulgar um briefing fantasma. Os criativos interessados acessam o desafio e inscrevem suas melhores ideias. Então, os jurados avaliam as peças e selecionam as melhores para bater um papo exclusivo. Tudo gratuito, sem restrição de idade ou qualquer outro tipo. 

O intuito do projeto é facilitar o acesso de redatores e DAs a briefings que só teriam em grandes agências. Dessa forma, aqueles que querem entrar ou se recolocar no mercado conseguem gerar boas ideias para seu portfólio – além de terem a chance de conversar com pessoas em cargos cobiçados sobre o seu trabalho. 

Para participar, basta acessar buuawards.com e inscrever a sua solução de briefing. 

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Homenagem a Washington Olivetto

O redator João Quadros e diretor de arte Rodolfo Bento criaram uma pequena homenagem para o Olivetto, que partiu em 2024. O filme ficou muito bem produzido. Confira.