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Opinião | Dicas

#wilsonmateosfacts

Depois do Eugênio Mohallem Facts chegou a vez do Wilson Mateos. Confira.


“O único Clio que o Wilson Mateos não tem é o carro. Ele tem uma Harley.” @Marina_Erthal

“De que vale um Leão, um Clio e um lápis do OneShow se você não tem um carimbo “Walidado” pelo Wilson Mateos na estante?” @RsantsP

“Reza a lenda que uma vez a letra H ousou criticar um título do Wilson Mateos. Está mudo até hoje.” @rmerel

“A Rainha da Inglaterra concedeu à Wilson Mateos o título de “Sir”. Ele não só reprovou como mandou ela fazer mais.” @bgodinho

“Não importa o quanto a gente tente, o melhor #wilsonmateosfacts é aquele que o próprio Wilson Mateos ainda vai escrever” @guigoliva

“O Neymar ligou para o Wilson Mateos para pedir um título pro Santos.” @marcao_medeiros

“O PIB de São João Clímaco aumenta 4567% toda vez que Wilson Mateos visita a família.” @guerrapedro

“A única pessoa que ousou “enxugar” um título de Wilson Mateos foi pq derrubou uma lágrima em cima.” @kikamateos

“O revisor lê atentamente todos os títulos de Wilson Mateos. Por puro prazer.” @guigoliva

“Uma vez o cliente reprovou um título de Wilson Mateos. Mas o Conar mandou veicular.” @guigoliva

“Wilson Mateos deixou um bilhete na portaria do prédio. Com ele, ganhou um leão em cannes na categoria Direct” @guigoliva

“Não importa qual seja o melhor título que você já tenha escrito, Wilson Mateos já fez ele. Duas vezes.” @guigoliva

“Wilson Mateos participou de um concurso de fotografia inscrevendo um título e pegou o primeiro lugar” @guigoliva

“Troco Prêmio Nobel de Literatura por título do Wilson Mateos. Tratar com Mario Vargas Llosa.” @accsalgueiro

“Fernanda Young só conseguiu sair na Playboy, porque tem alguns títulos do Wilson Mateos tatuados no corpo” @accsalgueiro

“Nenhum atendimento jamais voltou de uma reunião no cliente, com um título do Wilson Mateos reprovado” @accsalgueiro

“Ler um título ruim do Wilson Mateos cura o câncer. O dia que ele conseguir fazer um, a gente vai poder comprovar.” @accsalgueiro

“A Vanusa sabe os títulos do Wilson Mateos de cor.” @nognogueira

“Os títulos do Wilson Mateos sempre dão quebra.” @nognogueira

“O “texto legal” dos anúncios ganhou este nome quando o Wilson Mateos redigiu um.” @nognogueira

“Steve Jobs só criou a apple para oferecer máquinas à altura do talento de Wilson” @kikamateos

“Um título de Wilson Mateos equivale a 4 anos de faculdade. E 1.000 anos de UNIBAN.” @Extraplutaniano

“‘Yes, we can’ disse Wilson Mateos para um político.” @Extraplutaniano

“Schumacher tem 7 títulos. Isso o Wilson Mateos faz usando só a fileira de cima do teclado.” @marcomont3iro

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Impressos | Títulos

Melchers Travel Agency | BBDO Taiwan

Um bom conceito faz a campanha. Time for a family vacation?

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Estes anúncios lembram a ótima campanha da Talent para a revista Go Outside que faturou Bronze em Cannes. Go visit your wallpaper. Vale a pena lembrar aqui e aqui.

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Entrevistas

Entrevista com Gustavo Sarkis

Cachorro-Peixe para o SpaceFox, Gritos para o Twix, La Fortuna para a nova Saveiro e a campanha de novos planos para a Claro são alguns trabalhos realizados por Gustavo Sarkis, redator da AlmapBBDO e quarto entrevistado do blog. Bom, pela qualidade das campanhas torna-se fácil imaginar a qualidade da entrevista. Uma ótima aula em 8 perguntas.

Boa leitura e bom aprendizado.


1. Fale um pouco da sua trajetória em publicidade e seu início na AlmapBBDO.
Eu comecei na Propeg em Salvador. Primeiro fiz aquele estágio rotativo, passando por todas as áreas, atendimento, mídia, produção, e, quando passei pela criação, tive a sorte de o diretor de criação ter notado que eu ficava fazendo títulos até às oito da noite. Nessa época e local, isso significava ficar até tarde. Com isso eu ganhei um estágio fixo na criação. Quatro anos depois, eu achava que já tinha uma pasta que não faria feio na mesa de um diretor de criação em São Paulo. Botei a pasta embaixo do braço e vim bater na porta da DM9, W/Brasil, todas as agências que faziam aqueles anúncios que eu olhava no anuário e sonhava em um dia fazer igual. E foi assim que eu troquei minha vaga de redator sênior na Propeg por três meses de estágio na Talent sem garantia de renovação. Fiquei lá por quatro anos, onde tive a chance de trabalhar com o Mauro Perez, Marcelo Aragão, Alexandre Peralta, Ana Carmem e Júlio Ribeiro. Até que um dia o telefone tocou e uma secretária disse um minuto que Marcello Serpa vai falar. Trabalhar numa agência como a Almap para mim era o máximo. Era tanta gente boa fazendo trabalhos incríveis que eu sentia que precisava dar tudo de mim para acompanhar o ritmo. Hoje, com sete anos de Almap, a sensação continua a mesma.

2. O que realmente importa na hora de avaliar a pasta de um candidato a estágio?
Um candidato a estágio tem que mostrar que é bom com os poucos recursos que têm. Não dá para impressionar com idéias mirabolantes que vão ficar no meio do caminho, porque não existe verba de produção. Pensem em idéias simples e criativas, não só em mídia impressa, mas também em ações de guerrilha, internet, outdoor, mídia integrada. Quando você é estagiário, vai receber jobs com pouca ou nenhuma verba. Quem for capaz de resolver isso com eficiência já vai sair na frente.

3. Volkswagen, Havaianas e Gatorade são referências em boa propaganda. E você atende todas elas. Além de muito trabalho, como criar com freqüência diversas campanhas sem perder a qualidade?
Em primeiro lugar vem o que você citou : muito trabalho. Dulcídio Caldeira, diretor de criação aqui da Almap, tem uma frase muito boa sobre isso. Ele diz que as boas idéias vem da herpes. Um job só fica bom quando você trabalhou a ponto de baixar a resistência, pegar uma gripe, estourar uma herpes. Depois, vem outra coisa também muito importante. Clientes como Volkswagen, Havaianas e Gatorade querem colocar boas campanhas no ar. Eles vibram com uma boa idéia, apóiam, lutam junto com a gente para que a campanha aconteça. Isso faz uma grande diferença. É muito mais difícil quando só a agência tem coragem de apostar num trabalho criativo.

4. Você participa de reuniões de briefing? Como o redator pode ajudar o cliente a entender melhor o próprio pedido e fornecer informações relevantes?
Ajudando o cliente a simplificar o máximo possível. Para mim, o brief bem feito é aquele que pode ser resumido em uma frase.

5. Existem atenções especiais ao escrever para a internet? A linguagem deste meio é muito diferente dos meios tradicionais?
Você precisa estar atento aos recursos que a internet oferece. A cada momento surgem novas tecnologias que permitem interagir com o consumidor das mais variadas formas. Eu não sou um especialista no assunto, mas quando crio para essa área sempre procuro contar com a ajuda de um redator ou diretor de arte da equipe on line aqui da agência. Mas, antes de tudo, para mim o que vale é a boa idéia. Uma grande idéia vai poder funcionar muito bem em qualquer plataforma, seja em internet, mídia impressa, TV ou outdoor.

6. Depois de vários conceitos criados e títulos redigidos, como selecionar a melhor ideia para a campanha?
Você sabe que tem uma boa idéia na mão depois que já passou por muitas. Li um texto no site da Crispin Porter Bogusky onde eles dizem que não acreditam em epifanias. Eu penso do mesmo jeito. Para saber que a primeira idéia é a boa, você precisa ter a centésima. Fazer muito também ajuda a melhorar o seu critério. Quando você tem uma pilha de idéias, as melhores vão pular na sua frente. Ainda assim, quando estou em dúvida, tudo fica mais claro depois que eu conto as minhas idéias para alguém. Não só pela opinião de quem ouve, mas também por sentir como a idéia soa fora da minha cabeça. Tem idéias que ganham ou perdem força quando são contadas.

7. Uma curiosidade. Quantas vezes você reescreve um texto antes dele virar anúncio?
Quantas vezes for preciso até ele ficar bom. Às vezes sai de primeira, quase redondo, faltando só um tapinha aqui e ali. Às vezes sai completamente torto e vou reescrevendo. Em geral procuro fazer um texto curto e rápido, porém simpático.

8. Se você estivesse começando na profissão hoje, o que perguntaria para o Gustavo Sarkis, redator da AlmapBBDO, e qual seria sua resposta?
Prefiro ir direto ao ponto e dar um conselho para quem está começando : nosso meio está abarrotado de profissionais que vivem de imagem. Releasings, notinhas, factóides, burburinhos, fotos. Tem muita gente se envolvendo tanto com isso que não sobra tempo para fazer um trabalho bem feito. Marcello Serpa outro dia comentou que as pessoas estão confundindo fama com prestígio. Fama é a consequência de mera exposição na mídia. Prestígio, é a consequência de um trabalho bem feito. Se você puder escolher com quem vai estagiar, prefira alguém que tenha o último.

Gustavo Sarkis

Gustavo Sarkis
Redator da AlmapBBDO


Para ver mais trabalhos do entrevistado clique aqui e aqui.

Agradeço novamente ao Gustavo Sarkis e a todos que enviaram perguntas para a entrevista. Muito Obrigado.

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Entrevista com Paulo André Bione

Paulo André Bione além de ser redator, diretor de criação e coordenador da Miami Ad School, a escola de criação mais premiada do mundo, é a pessoa certa para tirar aquela sua velha dúvida de como deve ser o portfólio de um redator publicitário. Dúvida que não existirá mais após você ler a quarta resposta. Então não perca tempo e confira a entrevista com Paulo André Bione direto de Cannes.

Ah, antes que eu esqueça, parabéns! Você acaba de ganhar uma aula da Miami Ad School em forma de entrevista com o Paulo André Bione. Vale a pena ler cada resposta com atenção.

Boa leitura e bom aprendizado.


1. Conte um pouco sobre seu começo na profissão e sua passagem por grandes agências como Ogilvy, W/Brasil, Talent e QG.
Eu sou de Recife. Cheguei em São Paulo em 89 para estudar na ESPM. No mesmo ano, peguei meu portfólio bem caseiro de Recife e mostrei na W/Brasil. E assim ganhei um estágio. Depois fui para Ogilvy já como redator junior. Após a Ogilvy fui para Talent e foi lá que passei a maior parte da minha carreira. Na Talent, ganhei prêmios e participei de campanhas como “Não é assim uma Brastemp”, “nossos japoneses” Semp Toshiba, “É melhor você começar a ler o Estadão”, entre outras. Depois recebi um convite do Olivetto para voltar para W/Brasil, fiquei na agência mais 3 anos e a Ana Carmen me chamou de volta para a Talent. Dentro do grupo assumi a direção de criação da QG, outra agência do grupo Talent. Por 4 anos cuidei dos escritórios de São Paulo e Porto Alegre.

2. Além de diretor de criação da 141/SoHo Square, você é coordenador da Miami Ad School, a escola de criação mais premiada do mundo. Qual o motivo de tanto sucesso da escola e o que os futuros alunos podem esperar dela?
O motivo é simples: mundo real. A Miami Ad School/ESPM é a única escola brasileira onde os caras que ganham Cannes, Anuário do Clube de Criação de São Paulo, Prêmio Abril, também são professores. Trazemos a elite da criação brasileira para dentro da sala de aula. Os alunos podem esperar o feedback dos seus trabalhos mais rigoroso que existe, vão ter um portfólio decente, atual e competitivo. Vão ter portas abertas por conta do brand Miami, podem estagiar nas melhores agências do Brasil e do mundo e ganhar prêmios. Dinheiro é que eu não tenho tanta certeza assim.

3. Qualquer pessoa pode ser um redator criativo? É possível aprender criação?
Não é qualquer um que pode ser um redator criativo. É preciso ter duas coisas: saco e tesão. Saco e tesão andam juntos. Saco para refazer, refazer até aprender a ter uma ideia boa. E tesão para toda a vez que refazer ter prazer neste processo. Ou seja, o talento conta, mas nem tanto assim, conta mesmo é a vontade de querer entrar nesta profissão. Já vi muita gente nem tão talentosa no começo, virar o jogo por conta da dedicação. A segunda parte da pergunta esta respondida certo?

4. Na Miami você colabora com o portfólio de diversos alunos. Quais as principais dicas que ajudam um redator a montar uma boa pasta?
Primeira coisa: não tenha uma pasta ingênua. O mundo não está mais para desavisados. Eu falo daquelas pastas totalmente sem noção, com ideias muito toscas, produção medíocre. E o aluno acha que tem uma pasta. Esta é a parte da ingenuidade que não cabe mais. Você tem que ser esperto, tem que ter uma pasta versátil, com um pouco de tudo. Com um volume de peças que mostre que você não teve só sorte, você sabe fazer. Mescle sua pasta com uma parte de títulos (bem construídos), conceitos com soluções visuais boas, ideias inovadoras, mídias alternativas, projetos. Uma pasta hoje é algo plural.

5. O que realmente importa na hora de avaliar a pasta de um candidato a estágio?
A qualidade das ideias.

6. Diferente de criar fantasmas para o portfólio é criar bons anúncios para clientes reais. Como evitar a tela branca diante do briefing, prazo, cliente e atendimento?
Criar no mundo real é bem mais difícil, até porque sua ideia passa pelo julgamento de muitas pessoas. Como evitar a tela branca? Disciplina. Disciplina é melhor que talento.

7. Sabemos que o critério separa a propaganda boa da ruim. Mas como saber se o nosso critério está apurado o suficiente para julgar a nossa criação?
Feedback sério. Se você tem orientadores capacitados que digam a verdade para você, seu critério melhora. Sou contra o paternalismo para com o aluno. O aluno precisa ouvir “tá uma merda faz de novo”, mesmo depois de ter trabalhado muito. É assim o processo de melhora, apanhando.

8. Se você estivesse começando na profissão hoje, o que perguntaria para o Paulo André Bione, diretor de criação e coordenador da Miami, e qual seria sua resposta?
Pergunta: ainda vale a pena começar nesta profissão? Resposta: vale, desde que você não fique olhando para trás. O que era esta profissão, não é mais. Sem nostalgia.

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Paulo André Bione
Diretor de Criação da 141/SoHo Square e Coodenador da Miami Ad School


Conheça a Miami Ad School e saiba mais sobre Paulo André Bione.

Se você ainda não sabe, é do Paulo André Bione a razão deste blog existir. Confira.

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Terceira entrevista | Paulo André Bione

Divulgo hoje que a terceira entrevista do blog será com o Paulo André Bione, diretor de criação da 141/SoHo Square, coordenador dos cursos da Miami Ad School e autor da razão deste blog. Publico hoje duas campanhas criadas por Paulo André Bione na época em que trabalhava como redator na Talent.

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“O mundo mudou. Só não mudou a coragem de fazer o melhor Jornal do País.”